Quero beber até cair, para que possa não mais sentir;
quero que tu bebas em mim, para que possas sentir
Quero embriagar-me até o fim, compartilhar comigo
o simulado gosto de todo o gim; eu e tu, dentro de mim
Cura tua ressaca; lave teu rosto. Olhe para mim,
assim como me olho a sequer me ver em mim
A mente se desfez, grandes nacos de cada lado;
meu espírito isentou-se, sentiu-se embriagado
Quis sanar a chaga, me afoguei num regato
Quis fugir de mim, saí em próprio encalço
Venha para mim!, criança enobrecida
Com retalhos a ocultar tua ferida
Uma a uma as luzes se acendem; tristes
Essa cor rúbia que derruba um corpo firme
Me embriaguei de verdade e pela verdade
Mas corri da mesma em falsidade
Não me sobrou a humildade
Não me ensinaram a pior parte
Me embriaguei por ti! Oh, maldita arte!
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